Ps0a Labs

I take the right pills (.Net, Teatro,Web, Ciclismo)

Surpresas no Caminho - Parte II

O domingo amanheceu com céu cinzento, carrancudo. Logo pensei que a trilha seria debaixo de chuva, o que me desagradou profundamente, pois pedalar molhado cansa muito mais e como já havíamos pedalado bastante no dia anterior, o risco de muita gente não aguentar o tranco seria infinitamente maior.

Após um café da manhã reforçado, o povo já começou a se movimentar para retirar as bikes do local onde elas estavam guardadas, e em pouco tempo já estava todo mundo reunido na rua para iniciar a trilha. Alguns pingos ameaçadores caíram, mas a chuva não veio.

Importante registrar aqui que o passeio do sábado provocou uma baixa no time: uma menina que não estava habituada a pedaladas longas sequer pensou em começar o passeio do domingo e foi de carona no carro de apoio. Acho que às vezes as pessoas subestimam os obstáculos, ou simplesmente superestimam (essa palavra existe?) as suas capacidades.

E então o passeio começou pelo asfalto. Logo de cara uma pirambeira extremamente íngreme. A maioria empurrou a bike, mas eu não me fiz de rogado e usei todos os recursos que uma bike de 27 marchas tem a oferecer e subi pedalando. Confesso que como eu ainda estava frio, cheguei ao topo com os batimentos cardíacos acelerados, mas logo a coisa se normalizou e tudo correu sem maiores problemas.

Depois da piramba inicial, seguiu-se uma serrinha de leve, com algumas descidas e subidas que não comprometeram a desempenho, até que veio uma super descida, ainda no trecho de asfalto. A descida era tão íngreme que conforme a bike ia se aproximando dela não era possível ver a continuação da estrada. A sensação de que se está aproximando de um abismo é muito esquisita, e naquela fração de segundo em cima da bicicleta você sabe que não tem freio que segure então você simplesmente se joga ladeira abaixo.

Eu queria ‘deitar o cabelo’ nessa descida, mas tinha um ciclista à minha frente descendo num ritmo relativamente lento, então eu fui obrigado a segurar um pouco no freio pra poder desviar dele, e por isso acabei alcançando uma máxima de quase 62km/h. Se a pista estivesse limpa na minha frente, facilmente eu alcaçaria os 70km/h, mas tudo bem, afinal, temos que respeitar o ritmo de cada um.

Daí pra frente foi quase tudo plano, pois passamos a margear umas águas que até agora eu não sei se eram de rio ou de mar. Ali em Iguape o rio e mar se misturam demais e realmente há pontos em que não há como saber o que é o que. Só vivendo um tempo por lá para poder aprender onde está cada coisa.

Logo à frente, o asfalto virou terra, que depois virou areia. A estrada relativamente boa virou uma estrada de chão e o passeio ganhou mais emoção. Tudo bem que a paisagem não era das mais lindas que eu já vi, o que rendeu poucas fotos, mas pedalar na terra é sempre legal e estar longe da poluição e do barulho de São Paulo é uma dádiva.

Chegamos então a uma bifurcação. Um “Y” no meio da estrada. De um lado uma estrada com um asfalto novinho em folha, que sequer havia recebido a pintura das faixas de sinalização horizontal, e do outro, uma continuação da estrada de terra, areia e pedras por onde viemos. Os guias pararam o passeio para reagrupamento. Um dos guias disse que nosso caminho original deveria ser pelo caminho que provavelmente fora asfaltado naquela mesma semana, pois eles haviam feito o passeio anteriormente para mapeá-lo e naquela ocasião o asfalto ainda não havia sido colocado.

Então se decidiu por seguir pela estrada de chão. Logo ela acabou e entramos na vila de Icapara. A vila, muito, mas muito pequena mesmo, logo acabou, e saímos novamente na estrada de asfalto, aquela mesma da bifurcação. Seguimos pelo asfalto novo e isso melhorou a média de velocidade, mas diminuiu sensivelmente a graça do passeio. Para nossa sorte, em geral, as obras no Brasil são feitas de modo ‘conta-gotas’, e logo voltamos pra estrada de chão novamente.

Seguimos adiante e em determinado momento a estrada simplesmente acabou na beira da água. Calma. Não era o fim do mundo, e sim um pier para embarque numa balsa, ou ferry-boat, para os mais antigos. Nova parada para que todos chegassem e um ataque aéreo se iniciou. Ao contrário dos borrachudos, que se encontra aos montes na região da Juréia, ali fomos atacados por umas mutucas gigantes que não simplesmente picavam, mas mordiam as nossas pernas e braços. Pelo menos a ferida não coçava depois, como as picadas de borrachudos!

Mas esse detalhe sangrento não estragou o momento. Havia ali um boteco e algumas pessoas já estavam devorando uns salgados e matando umas Coca-colas de 2L. Eu pedi uma coxinha que havia acabado de ser frita e tomei uma Coca-cola de garrafa de vidro, coisa cada vez mais rara aqui em São Paulo.

Com todo mundo ali, rolou mais um ‘Conselho Jedi dos Guias do CAB’ e eles optaram por voltar dali mesmo. Acho que a idéia original era pegar a balsa e finalizar na ilha, que eu acredito era a tal Ilha Juréia, apesar de não haver nenhuma indicação com esse nome.

Quando todos mataram a fome iniciamos o retorno pela estrada de chão que logo virou asfalto. Novamente, chegamos a uma bifurcação na estrada. Outro “Y” no meio da estrada. Novamente o asfalto novinho de um lado e a estrada de chão do outro. Paramos para reagrupar e continuamos pelo asfalto até chegarmos à bifurcação que topamos na ida. Ali o asfalto sumiu e retomamos a estrada de terra, areia e pedras.

Nesse momento, já haviam outras duas vítimas no carro de apoio. De vez em quando é bom ver essas coisas para lembrar que ninguém é de ferro e isso pode acontecer com qualquer um, até com ciclistas mais experientes.

Continuamos pela estrada de chão até voltarmos pro trecho de asfalto. Ali sabíamos que estávamos entrando no trecho final do passeio, e que aquela super descida do começo agora se transformaria em uma super pirambeira, e que logo depois dela viria uma serrinha, mas que diferentemente do começo do passeio, não teria nada de light, afinal, o cansaço já começava a aparecer.

Novamente fui obrigado a usar todos os recursos da minha bike para vencer a super pirambeira. Morro acima, devagar e sempre, fui passando o pessoal que empurrava as bikes. Dessa vez nada de surpresas com os batimentos cardíacos!

No topo, mais uma parada para reagrupamento e lanche. Mas o lanche estava no carro de apoio, que logo ficamos sabendo havia retornado até o boteco, lá perto da balsa, pois uma menina havia perdido a câmera digital dela e suspeitava ter esquecido por lá. Esperamos, e o carro de apoio chegou, com as vítimas, o lanche e a câmera da moça. Bananas, salgadinhos, suco e Gatorade para dar uma tapeada no estômago, afinal, tão perto do final do passeio, eu só pensava no almoço. Comida de verdade, é claro.

Todos alimentados, seguimos para o fim do passeio. Ainda rolou mais uma parada para reagrupar antes da última descida (aquela subidinha do início, lembram?) e logo estávamos todos no hotel, após termos pedalado aproximadamente 40km, pouco mais do que os 32km informados na ‘propaganda’ do passeio.

Rapidamente os guias iniciaram o processo de colocação das bikes sobre o ônibus, e enquanto isso o povo foi se encaminhando para o chuveiro e para o almoço. Alguns optaram por comer novamente no restaurante do hotel, mas como a janta não foi muito feliz por lá, alguns foram procurar outro lugar para comer. Eu e meu amigo optamos por dar um giro e achamos um lugar interessante para comer e ver a Fórmula-1 na TV. Depois voltamos para o hotel, onde pudemos ver a corrida quase até o final, quando subimos no ônibus faltavam umas 5 voltas para o final.

Pegamos muita chuva na estrada que liga Iguape à BR e isso foi bom para lavar as bikes. Mais uma parada em Miracatu e logo chegamos ao caos de São Paulo. Só para chegar no Ipiranga levamos quase uma hora devido ao trânsito congestionado da capital.

Com tudo e todos desembarcados, montei minha bike, coloquei a mochila no bagageiro e fui pedalando até a Estação Tamanduateí da CPTM. O trem demorou para passar, mas depois foi rápido até a Estação da Luz, onde me transferi para o metrô e segui rumo à Estação Tucuruvi, onde novamente subi na bike para a pedalada final até em casa.

Para aqueles que são tarados por números e estatísticas, seguem os números gerais do fim de semana.

 


Velocidade Média

Velocidade Máxima
Tempo de Roda Girando
Distância Percorrida

Descrição

21,2

37,8

00:58:14

20,64

Minha Casa - Ipiranga

10,3

20,8

00:34:16

5,90

Reconhecimento: Iguape

12,7

32,2

02:43:29

34,86

Passeio Noturno

16,4

61,7

02:27:42

40,49

Passeio Domingo

12,8

32,4

00:38:29

8,20

Ipiranga - Casa (com trem e metrô)

 

Até o próximo post.

Oldbard

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Publicação de sites (MSBuild)

A forma de publicação de sites do VS é extremamente fácil e simples, conforme a imagem abaixo:

 

image

Ao clicar em "Publish Web Site" o VS basicamente faz todo o resto ao melhor estilo next > next > finish.  Para saber mais a própria Microsoft fornece uma documentação bem extensa. Para visualiza-la clique aqui.

O problema é o seguinte, como todo processo extremamente automatizado você vai encontrar alguma dificuldade para realizar tarefas que fujam ao comum. No meu caso este site está hospedado em um provedor que não é meu, logo eu tenho uma cota de transmissão de dados que torna o processo de cópia de todo o site durante o build proibitivo. Por exemplo eu quero alterar o site localmente, mas na hora de publica-lo no provedor não quero enviar as imagens todas novamente.

Para estes casos podemos usar diretamente o MSBuild. No meu caso só precisei criar um arquivo ".proj" com as tasks que permitissem limpar um diretório criar a versão compilada do site nele.

Conforme abaixo:

<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<Project DefaultTargets="Clean;Build" xmlns="http://schemas.microsoft.com/developer/msbuild/2003" >
  <PropertyGroup>
    <physical_path>C:\Diretorio do site\site</physical_path>
    <target_path>C:\Diretorio do site complilado\compiled</target_path>
    <dir_list>dir /ad /b "$(target_path)"</dir_list>
    <dir_del>for /f "Tokens=*" %%i in (’$(dir_list)’) do rd /s/q "$(target_path)\%%i"</dir_del>
    <file_del>del /q "$(target_path)\*.*"</file_del>
  </PropertyGroup>
  <Target Name="Clean">
    <Exec Command="$(dir_del)"/>
    <Exec Command="$(file_del)"/>
  </Target>
    <Target Name="Build">
        <AspNetCompiler VirtualPath="/virtualSite" PhysicalPath="$(physical_path)" TargetPath="$(target_path)" />
    </Target>
</Project>

 

Após criar o arquivo basta ir ao Command Prompt do VS e digitar:

MSBuild project.xml (xml é uma das possíveis extensões, na verdade ela não importa). Quem conhecer o projeto Ant ficará impressionado com a semelhança (rs..). Também é possível acessar o MSBuild por meio do VS para ver como clique aqui.

A parte de limpar o diretório antes de compilar é meio chata, mas graças ao site do Cory Foy quase não deu trabalho.

 

Depois de compilar a publicação fica por conta do bom e velho cliente FTP.

Ps0a

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Surpresas no Caminho - Parte I

Eis que o sábado amanheceu, e olhando para a cara do céu, já deu pra sacar que eu poderia ir da minha casa, na Zona Norte da cidade de São Paulo, até o ponto de encontro do CAB, no Ipiranga.

E então eu fui. Foram 20 km até lá. Um trajeto já conhecido, então, até aí, nada de surpresas.

A saída do ônibus estava programada para as 10h, mas o CAB não é o grupo mais pontual do mundo, e sempre rola algum atraso de leve, mas dessa vez, um participante do grupo se confundiu com o email que informava os horários, achou que a saída era às 11h e acabou atrasando todo mundo.

Nessa hora eu já estava começando a acreditar que a tal “trilha noturna” seria mesmo noturna, ou pelo menos uma parte dela o seria.

Ônibus na estrada, e após umas 2h, parada para o almoço em Miracatu. Seguimos viagem e então chegamos a Iguape. Após o desembarque dos passageiros, das bicicletas e da bagagem, ficou combinado que a “trilha noturna” começaria às 17h30.

Como eu não estava a fim de ficar no quarto do hotel vendo TV nessa quase uma hora que teríamos de pausa, peguei a minha bike e fui dar uma volta de reconhecimento pela cidade com mais um colega pedalante.

Iguape é uma cidadezinha bonita. É antiqüíssima, em se tratando dos padrões brasileiros, então se vê muita arquitetura colonial, em geral, muito bem preservada. Possui uma catedral dedicada ao Senhor Bom Jesus do Iguape e muitas outras igrejas, coisa típica das primeiras cidades do Brasil também. O ‘centro’ da cidade lembra muito o bairro do Pelourinho, na cidade de Salvador, Bahia, com vielas estreitas de paralelepípedos e as casinhas (quase todas convertidas em algum tipo de comércio) pintadas com cores vibrantes e coladas umas nas outras. A principal diferença é que no ‘Pelô’, a maioria das construções é assobradada, ou seja, com um pavimento superior, enquanto em Iguape predominam as construções térreas.

Geograficamente falando, Iguape é uma cidade bastante curiosa. Por estar situada exatamente na foz do (gigante) rio Ribeira do Iguape e por possuir diante de si a Ilha Comprida, existe uma estranha sensação de que se está em uma cidade do litoral, porém não há praias por perto. Sim, existe muita água por todos os lados, afinal ali é onde o rio se encontra com o mar, só que as praias estão todas do outro lado da Ilha. Algumas pontes e uma passarela de pedestres completam o visual, fazendo a ligação entre as duas partes da cidade (afinal o rio passa bem no meio dela) e também com a Ilha.

O relógio bateu 17h30 e lá estava eu na porta do hotel, esperando todo o povo descer para o passeio. Mais um pequeno atraso e saímos para a foto oficial, com todo mundo reunido, em frente à igreja mais próxima do hotel, e depois para o pedal rumo à Ilha.

Cruzando a grande ponte pedagiada que liga Iguape à Ilha, entramos em uma estradinha bem conservada que possui uma ciclo faixa em ambas as pistas. Esse é o tipo de coisa que todo ciclista gostaria de ver em cidades grandes como São Paulo, mas que infelizmente só se vê no litoral. Pra fazer aqui é ‘difícil’ pois tem muitos carros, ônibus, seus pontos de parada, etc… ou seja, desculpas não faltam.

No final da tal estradinha com ciclo faixas, cruzamos uma avenida, que deve ser a principal da Ilha, entramos na areia da praia e seguimos à esquerda, rumo ao norte da Ilha. O visual estava muito bonito, com uma luz típica de fim de tarde, o céu cheio de nuvens e o mar logo abaixo. Eu acho que a idéia original dos guias era alcançar a ponta da Ilha, mas o vento não ajudou.

Quem só anda de carro não faz idéia de como o vento contra pode atrapalhar a desempenho de um ciclista. Você olha aquela areia batida, plana como uma mesa de bilhar e imagina: “Hoje eu vou esmerilhar”. Mas quando você começa a pedalar e o vento contra bate no seu peito, é como se você mesmo fosse uma vela de uma caravela portuguesa te levando para trás. São suas pernas contra o vento.

Aí você lembra-se daqueles caras que correm com aquelas bikes speed naquelas provas de ciclismo, e lembra que a posição deles na bike é muito diferença da sua. Então você se abaixa, quase encosta a testa no guidão da bike, o rendimento da pedalada melhora, mas 2 minutos depois você volta à sua posição original devido ao incômodo nas costas e pescoço. O jeito e ‘peitar’ o vento, literalmente, e continuar lutando da melhor maneira possível.

Em plena praia, o grupo de 40 ciclistas se dispersou. Os mais preparados foram puxando forte no pelotão da frente, um monte de gente espalhada no meio e o pessoalzinho iniciante, que pega mais leve, no fundão. Eu gosto de parar para tirar muitas fotos, então fiquei a maior parte do tempo sozinho, no meião da tropa. Sozinho você pode fazer o seu ritmo, variar a velocidade a seu bel prazer, dar umas esticadas, parar quando quer, até pra fazer um xixizinho esperto, e o melhor, pode cantar a vontade e até falar sozinho, que ninguém vai se incomodar.

A noite foi chegando e o céu foi mudando de cor, passando por diversos tons de azul e roxo, até que a veio a escuridão total. Nessa parte da Ilha em que estávamos não existem quiosques na praia e muito menos iluminação artificial. É o breu total. Como o grupo estava muito disperso, os guias acharam melhor parar para fazer um reagrupamento e decidiram não continuar até a ponta da Ilha. O vento contra acabou por prejudicar a desempenho geral do grupo e se continuássemos adiante, o retorno ficaria ainda mais tarde e não conseguiríamos achar um lugar para jantar na cidade, afinal, Iguape não é São Paulo.

Iniciamos o retorno até o ponto onde estava prevista uma parada. Para combater a escuridão, acenderam uma fogueira no meio da praia e então foi servido o lanche: bananas, paçocas, salgadinhos e suco. Depois de forrar o bucho me afastei um pouco da rodinha que se formou ao redor da fogueira e fiquei um pouco mais perto do mar, sozinho, na escuridão, só ouvindo o som das ondas. Interessante essa sensação de completo isolamento. Em praias ‘normais’ é quase impossível fazer isso.

Ao término da parada, apagamos a fogueira com areia mesmo e seguimos nosso caminho de volta a Iguape. Dessa vez, com o vento a favor, a coisa ficou um pouco mais fácil. Na maior parte do caminho de volta, pedalamos na escuridão total e como não era todo mundo que tinha equipamento de iluminação na bike, formaram-se grupinhos que seguiam juntos, com gente iluminando e outros acompanhando.

Voltamos pro asfalto, pegamos novamente a estradinha com ciclo faixas e cruzamos a ponte. Chegamos ao hotel por volta das 22h, após termos pedalado aproximadamente 34 km, bem mais do que os 20 km informados na ‘propaganda’ do passeio. Já era meio tarde, mas o restaurante conjugado ao hotel nos esperava para o jantar conforme havia sido combinado com os guias. Após o banho, descemos para o jantar e uma cervejinha, afinal, ninguém é de ferro! A comida estava ruim, mas pelo menos a Original estava bem gelada.

Algumas pessoas resolveram dar uma volta pela cidade para ver o agito noturno de Iguape. Nesse quesito Iguape se assemelha muito mais às cidades do interior, ou seja, tudo acontece na praça. Nessa andança, a galera achou a balada local, que cobrava R$5 na entrada, mas ninguém teve pique para encarar a noitada. Na volta para o hotel, alguns ficaram em um barzinho de esquina, até que bonitinho, mas como no dia seguinte era dia de pedal forte, matei mais uma latinha de cerveja andando mesmo e logo fui pra minha cama.

Aguardem. Em breve, o relato do segundo dia da viagem.

Oldbard

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Estréia. Debut. Avant Première

Sim, qualquer uma dessas palavras pode descrever o texto que vem a seguir.

Digamos que eu não sou um cara exatamente ‘amigo’ da Internet. E muito menos de blogs e afins, mas resolvi experimentar.
Claro que como iniciante, nada melhor do que ter o suporte de alguém mais experiente, e assim é: cá estou eu escrevendo no blog do ps0a.
Mas vamos ao que interessa.

Eu me propus a escrever sobre passeios de bike, ciclismo, ciclo turismo… essas coisas, afinal, é o que eu gosto de fazer quando não estou trabalhando.

Hoje é sexta-feira, e amanhã estou embarcando com o CAB (www.cab.com.br) rumo a Iguape, uma cidade que fica numa região que eu chamo de ‘extremo litoral sul do estado de São Paulo’.
A programação é de um passeio light (coisa de uns 20 km), ainda no sábado, saindo de Iguape e chegando à orla da Ilha Comprida, na região do Boqueirão Norte.

Esse passeio me parece que será muito suave, começando no asfalto e depois pegando um trecho de areia. Como por ali é tudo plano, não haverá dificuldades, nem para os menos experientes da turma.

Estou levando toda a minha parafernália de iluminação para a bike (www.cateye.com), pois o título desse passeio do sábado é “Trilha Noturna”, mas honestamente, duvido que eu venha a utilizar o equipamento. Se o negócio começar as 16h30, e terminar as 20h30, conforme está previsto, em pleno horário de verão, não terá nada de noturno. No máximo poderei dizer que fiz um “Passeio de Fim de Tarde” ou então um “Passeio ao Por do Sol”… isso se o sol der as caras…

Para o domingo, uma incógnita. A única informação que possuo é que sairemos de Iguape e iremos até a “Ilha Juréia” por um estradão de terra, perfazendo uns 32km. Não sei se será um bate e volta (ida e volta pelo mesmo caminho), ou se será uma trilha circular (ida por um caminho e volta por outro), ou ainda, se será uma travessia (começando e terminando em pontos distintos).
Além disso, procurei a tal “Ilha Juréia” no Google Maps e nos meus mapas rodoviários, e não encontrei a dita cuja, então, esperarei para ver o que me espera por lá.

E do mesmo modo que comecei esse texto, ou seja, sem saber como fazê-lo, acho que chegou a hora de finalizá-lo. Vou passá-lo agora para o revisor e editor, que também é o dono desse blog, e quem sabe ele aceite publicá-lo. Assim espero.

Na segunda-feira, ou em qualquer outro dia da semana que vem, eu escrevo o que aconteceu de fato, e claro, registro aqui se a tal Ilha Juréia existe mesmo ou se trata-se apenas de mais uma lenda urbana da região de Iguape.

Até a volta.

Oldbard

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Help me Help

Hoje conheci site helpmehelp.

O conheci por conta de um amigo que está na Nova Zelândia. O site é de uma menina e foi criado para uma espécie do que seria para nós no Brasil o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

Recapitulando:

O site é de uma menina de 16 anos, que está na Nova Zelândia e foi criado para ajudar uma escola em Serra Leoa (África), cujo primeiro doador oficial foi um brasileiro e esta menina usou fotos para ilustrar seu trabalho de uma fotografa americana (com as devidas autorizações)?

Legal, eu então muito feliz fui até o PayPal, criei uma conta e fiz minha doação.

Queria saber quanto tempo eu levaria para conseguir doar.

Resposta:

10 minutos, foi este o tempo que eu demorei em criar uma conta no PayPal, cadastrar meu cartão de crédito, acessar o site da Anna e realizar a doação. A simplicidade até assusta, principalmente quando eu penso que para fazer um TED no Bradesco eu tenho que preencher um formulário e ir até uma agencia.

Fato relevante é que tudo ocorreu entre pessoas comuns, utilizando a estrutura de grandes sites. A web 2.0 é isso, as grandes empresas criam os cenários para que as pessoas possam atuar.

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ASP.NET 2.0 page lifecyle

Um amigo meu fez um lab para listar o ciclo de eventos considerando uma página aspx, 2 ascx e 1 master page.

É bem simples. Vejam o resultado:

Fluxo Eventos (Pagina ASPX)
Pagina.OnPreInit
Pagina.OnInit
Pagina.OnInitComplete
Pagina.OnPreLoad
Pagina.OnLoad
Pagina.OnLoadComplete
Pagina.OnPreRender
Pagina.OnPreRenderComplete
Pagina.OnSaveStateComplete
Pagina.OnUnload

Fluxo Eventos (Pagina ASPX e MASTERPAGE)
Pagina.OnPreInit
MasterPage.OnInit
Pagina.OnInit
Pagina.OnInitComplete
Pagina.OnPreLoad
Pagina.OnLoad
MasterPage.OnLoad
Pagina.OnLoadComplete
Pagina.OnPreRender
MasterPage.OnPreRender
Pagina.OnPreRenderComplete
Pagina.OnSaveStateComplete
MasterPage.OnUnload
Pagina.OnUnload

Fluxo Eventos (Pagina ASPX, WebControl1(Na MasterPage), WebControl2(Na Pagina)  e MASTERPAGE)
Pagina.OnPreInit
WebControl1.OnInit
WebControl2.OnInit
MasterPage.OnInit
Pagina.OnInit
Pagina.OnInitComplete
Pagina.OnPreLoad
Pagina.OnLoad
MasterPage.OnLoad
WebControl1.OnLoad
WebControl2.OnLoad
Pagina.OnLoadComplete
Pagina.OnPreRender
MasterPage.OnPreRender
WebControl1.OnPreRender
WebControl2.OnPreRender
Pagina.OnPreRenderComplete
Pagina.OnSaveStateComplete
WebControl1.OnUnload
WebControl2.OnUnload
MasterPage.OnUnload
Pagina.OnUnload

Vocês sabiam que o AJAX reproduz parte destes eventos? Tive algumas experiências frustrantes com isso porque as vezes não funciona, mas por outro lado dá muita liberdade ao desenvolvedor na manipulação de eventos client-side. Só não se esqueça de testar tudo.

Para dar uma olhada na documentação basta clicar aqui, se você clicar aproveite para estudar um pouco de ajax e clique aqui, é muito legal.

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TDD - Test Driven Development

Hoje como trabalho em uma grande empresa tenho contato diário com o RUP®. Ok, a verdade é que nem tudo que é feito segue o RUP®, mas a gente tenta.

Não vou reclamar da metodologia, mas como desenvolvedor, quando estou trabalhando em projetos particulares ou de pequeno porte não vejo por que utilizar algo tão rígido. São nestes cenários que eu acredito que o desenvolvimento ágil se faz mais eficiente.

Dentre as metodologias existentes como o SCRUM, XP e o  TDD  a última é a mais indicada para trabalhos solo.

Encontrei na web um site que possui uma ferramenta excelente para criação de projetos de teste é o TestDriven que possui uma versão freeware e outras pagas. Esta ferramenta adiciona ao VS (inclusive o 2008) acesso direto ao Reflector outra ferramenta sem a qual não dá para trabalhar. É impressionante o que se pode aprender com um pouco de engenharia reversa, olhar códigos é uma maneira excelente de aprender formas novas de realizar tarefas, veja bem eu disse aprender não plagiar.

Já vi discussões bem acaloradas sobre as vantagens do desenvolvimento ágil e o baseado em metodologias mais tradicionais como o PMI e o RUP®. Na verdade eu acredito que se prender a uma metodologia é o mesmo que se prender a uma linguagem, quem nunca ouviu uma discussão sobre qual era melhor o Java ou o .Net? Eu prefiro conhecer várias metodologias e várias linguagens e utilizar a que melhor adere a cada cenário de desenvolvimento. É difícil usar apenas metodologias ágeis quando se fala de projetos de 5 anos de duração que envolvem mais de 200 programadores em 2  continentes diferentes, ao mesmo tempo é ridículo utilizar o RUP® em projetos de 2 semanas que envolvam só um programador e o Excel.

Mais detalhes sobre desenvolvimento ágil? Clique aqui

Mais detalhes sobre o RUP®? Clique aqui

Documentação da Microsoft sobre TDD? Clique aqui

No momento estou brincando com o TDD, conforme for aprendendo vou postando.

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Validators Client-Side

Existem algumas situações em que precisamos, digamos, driblar a forma de validação dos campos feita pelo Asp.Net.

A situação em que isto fica mais clara é quando temos que validar os dados sem realizarmos o processo de submit.

A boa notícia é que o método que realiza a validação pode ser acionado "na mão" através da função "Page_ClientValidate()" .

Por uma questão de definição de requisitos em um projeto além de validar os campos era necessário colocar o cursor no primeiro campo inválido da página, para resolver o problema usei o código abaixo:

       /*
    Coloca o foco no controle inválido
    */
    function SetFocus() {
        if (typeof (Page_Validators) != "undefined") {
            for (_i = 0; _i < Page_Validators.length; _i++) {
                if (Page_Validators[_i].isvalid == false) {
                    if (document.all[Page_Validators[_i].controltovalidate] != null) {
                        var _setFocus = !control.isDisabled && control.style.visibility != "hidden";
                        if (_setFocus) {
                            control.focus();
                        }
                        return;
                    }
                }
            }
        }
    }

    /*
    Aciona a validação
    */
    function ValidarPagina() {
        if (typeof (Page_ClientValidate) != "undefined") {
            Page_ClientValidate();
        }
    }

    ValidarPagina(); 
    if (typeof (Page_IsValid) != "undefined") {
        if (!Page_IsValid) { //verificar se a validação falhou
            SetFocus();
        }
    }

É isso ai, qualquer dúvida, sugestão ou reclamação é só entrar em contato.

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Taikodom

Fato relevante.

Um amigo mandou o link para uma reportagem na Info sobre ele (click aqui para ler). Um MORG brasileiro.

Ok, mas e dai não é? E dai que ele roda no Mainframe.

Sim aqueles monstruosos computadores utilizados principalmente por bancos e seguradoras, uma nova função para um veterano do mundo da informática.  Meus parabéns para os criadores do jogo.

Engraçado, quando a TV apareceu disseram que cinema ia acabar, quando a internet apareceu disseram que todo o resto ia acabar; a única coisa que eu realmente estou vendo acabar até o momento é tempo para acompanhar tudo que anda acontecendo e todas estas tecnologias que vão se acumulando.

Para ver mais sobre o jogo acesse o site: Taikodom.

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Comunicação

A palavra teatro vem do grego "théatron" que pode ser traduzido como panorama ou lugar de onde se vê. No teatro podemos ver cenas do cotidiano de uma forma caricatural e acredito que é justamente por conta desta empatia com o que ocorre no palco que nos divertimos tanto.

Eu tenho certeza que não existe um único programador, analista de sistemas, gerente de projetos, em suma, qualquer profissional de TI que não consiga  se identificar com o pobre coitado segurando o controle remoto no vídeo abaixo:

 

Quem nunca entregou um abajur para o cliente/usuário?

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